Blog

  • A Noite Sagrada

    A Noite Sagrada

    “A noite é uma longa cortina que se baixa sobre o mundo.”

    — Tahar Ben Jelloun, A Noite Sagrada.

    A frase de Tahar Ben Jelloun carrega em si uma profunda poesia e uma observação sutil sobre a transição entre o dia e a escuridão. Quando a luz solar se retira, e o véu da noite se estende, o mundo não simplesmente desaparece, mas é transformado.

    Sobre o autor

    Tahar Ben Jelloun, renomado escritor marroquino, nasceu em Fes em 1944. Sua obra, escrita em francês, explora temas como a identidade, a imigração, o racismo e os conflitos socioculturais.

  • Jornada Pela Luz

    Jornada Pela Luz

    “A vida não é o que você pensa que é, mas sim o que você faz dela. Cada escolha é um traço a mais na tela da existência, e cada erro, um matiz que aprofunda o sentido.”

    — Grigore Vieru, Jornada Pela Luz.

    A vida é um processo dinâmico, moldado incessantemente por nossas deliberações, por nossas ações e, inegavelmente, por nossas omissões.

    Sobre o autor

    Grigore Vieru (1935-2009) foi um renomado poeta, escritor e ativista moldavo.

  • O Homem que Plantava Árvores

    O Homem que Plantava Árvores

    “Ao longo da vida, para me dar conta disso, tive que aprender a conhecer a solidão.”

    — Jean Giono, O Homem que Plantava Árvores.

    A frase de Jean Giono, extraída de sua obra emblemática ‘O Homem que Plantava Árvores’, carrega consigo uma profundidade que transcende a mera observação autobiográfica. Ao declarar: ‘Ao longo da vida, para me dar conta disso, tive que aprender a conhecer a solidão,’ Giono nos convida a uma reflexão sobre o processo de autoconhecimento e a natureza do trabalho significativo.

    Sobre o autor

    Jean Giono (1895-1970) foi um escritor francês cuja obra exalta a natureza e a vida simples. ‘O Homem que Plantava Árvores’ é seu conto mais célebre, uma fábula poderosa sobre resiliência e impacto individual.

  • Poesias

    Poesias

    “Eu sou um homem de São Cristóvão e Névis… um homem de São Cristóvão e Névis…”

    — Sir Thomas Henry Goslett (1868-1952), também conhecido como Osbert Sitwell, Poesias.

    Quando pensamos em autores de São Cristóvão e Névis, é provável que não venhamos à mente nomes de relevo. No entanto, o poeta e escritor Sir Thomas Henry Goslett, mais conhecido como Osbert Sitwell, é um exemplo de talento criativo que surgiu em terras caribenhas.

    Sobre o autor

    Osbert Sitwell (1868-1952) foi um poeta e escritor de São Cristóvão e Névis. Ele nasceu em Saint Kitts e morreu em 1952. Apesar de sua contribuição para a literatura, permaneceu um autor relativamente desconhecido.

  • O Rio das Águas

    O Rio das Águas

    “O rio é como a vida, ele flui sem parar, e nós estamos apenas aqui para observar e aprender.”

    — Roy William Kaléka, O Rio das Águas.

    O rio das águas, um rio que flui sem parar, lembrando-nos de que a vida é um fluxo contínuo. Nós estamos apenas aqui para observar e aprender, mas também para crescer e evoluir. A vida é um processo de fluxo e refluxo, onde as coisas surgem e desaparecem. É como se estivéssemos a bordo de uma canoa, sendo levados pelo rio da vida, sem saber exatamente para onde vamos.

    Sobre o autor

    Roy William Kaléka é um escritor suazi nascido em 1970 na cidade de Mbabane. Ele é conhecido por suas obras que refletem a cultura e a natureza da Suazilândia. Seu livro ‘O Rio das Águas’ é uma das suas obras mais conhecidas, onde ele explora a relação entre a vida e a natureza.

  • Os Demônios

    Os Demônios

    “A verdade é eterna, mas a sua aparição na terra é sempre passageira.”

    — Mikhail Bulgákov, Os Demônios.

    Mikhail Bulgákov, um dos maiores escritores da literatura russa, nasceu em 1891 em Kiev, na atual Bielorrússia. Seu romance mais famoso, “Os Demônios”, publicado em 1936, é uma obra-prima da literatura realista socialista. A citação extraída dessa obra resume a essência da busca pela verdade e a fragilidade de sua existência na sociedade. A frase “A verdade é eterna, mas a sua aparição na terra é sempre passageira” sugere que a verdade, embora seja uma entidade fundamental e imutável, é frequentemente escondida ou distorcida pela sociedade. Isso é especialmente relevante em contextos políticos e sociais, onde a verdade pode ser manipulada ou suprimida para servir à agenda de grupos de poder. Nessa obra, Bulgákov critica a hipocrisia e a corrupção da sociedade russa do século XIX. Os personagens principais, como Piotr Verkhóvenski e Stepan Trofímovitch, representam a luta pela verdade e a moralidade em um mundo corrupto. A citação é uma reflexão sobre a fragilidade da verdade e a importância de sua busca. Nossa sociedade contemporânea também enfrenta desafios semelhantes. A disseminação de informações falsas e a manipulação da verdade podem ter consequências devastadoras. A citação de Bulgákov serve como um lembrete da importância da busca pela verdade e da necessidade de proteger sua existência.

    Sobre o autor

    Mikhail Bulgákov (1891-1940) foi um escritor russo conhecido por suas obras realistas socialistas. Suas obras mais famosas incluem “Os Demônios” e “A vida de um homem desonrado”. Bulgákov é considerado um dos maiores escritores da literatura russa do século XX.

  • Grande Sertão: Veredas

    Grande Sertão: Veredas

    “O jagunço, o sertanejo, o homem do campo — o grande homem, enfim — não acredita que tudo esteja dito, tudo resolvido. Acha sempre que o destino — a vida — tem mais a nos dar. Acredita na sorte, no acaso, no imprevisível, e, por isso, no fundo, ele é um otimista.”

    — João Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas.

    O sertão, em sua vastidão e imprevisibilidade, é um espelho potente da jornada humana. Guimarães Rosa, com a mestria que lhe é peculiar, nos apresenta a figura do homem do campo não como um mero espectador da existência, mas como um agente intrinsecamente ligado à crença no porvir.

    Essa convicção, esse *saber* de que a vida reserva mais, que o destino não se esgota em nossas previsões, é um farol em tempos de incerteza.

    Quantas vezes nos vemos enredados na teia da preocupação excessiva, antecipando desastres e limitando nosso próprio potencial pela força do medo? A citação nos convida a revisitar essa postura, a resgatar a centelha de otimismo que reside em nosso íntimo.

    Assim como o jagunço que confia na sorte e no imprevisível, podemos escolher abraçar o mistério da vida, não como um inimigo a ser combatido, mas como um *aliado* no caminho do crescimento.

    Pensemos nos desafios que se apresentam: uma nova oportunidade de trabalho, um relacionamento em construção, um projeto pessoal que parece audacioso demais. Nesses momentos, a tentação de sucumbir ao pessimismo é grande.

    Contudo, ao internalizarmos essa sabedoria do sertão, podemos dar um passo à frente. Podemos *acreditar* que, mesmo diante das dificuldades, há um aprendizado a ser colhido, uma força a ser descoberta.

    Essa crença não é cega; é uma escolha consciente de alimentar a esperança e a resiliência. Que possamos, a cada novo amanhecer, abraçar a beleza do imprevisível e permitir que a vida nos surpreenda com suas infinitas possibilidades, florescendo em nossa própria vereda.

    Sobre o autor

    Guimarães Rosa, um nome que ecoa na literatura brasileira, nasceu em Cordisburgo, Minas Gerais, em 1908. Médico de formação, sua paixão pelas palavras o levou a criar um universo literário único, marcado pela experimentação linguística e pela profunda exploração da alma humana, especialmente a do sertanejo.

    Sua obra mais célebre, ‘Grande Sertão: Veredas’, é um marco do modernismo brasileiro e um dos romances mais importantes da literatura em língua portuguesa.