“A guerra é uma coisa estranha.”
— Maaza Mengiste, The Shadow King.
Quando a frase ecoa na sua mente, ela parece um convite para olhar o caos que, muitas vezes, habitamos por dentro. Estranho não significa apenas “diferente”; é o sinal de que algo saiu do seu eixo, que o familiar se transformou em algo que ainda não compreendemos. Na vida cotidiana, essa “guerra” pode ser o medo que nos impede de seguir um sonho, a dúvida que paralisa uma decisão ou o silêncio que guardamos quando precisamos falar. Ao reconhecer o estranhamento, você abre a porta para a curiosidade – a mesma curiosidade que transforma medo em aprendizado e conflito em crescimento. Pense nos momentos em que se sentiu “fora de lugar”. Em vez de fugir, respire fundo e pergunte: O que essa estranheza está tentando me ensinar? Talvez seja a oportunidade de reconstruir narrativas antigas, de deixar para trás padrões que já não servem, ou simplesmente de aceitar que a vida, como a guerra, tem suas próprias regras imprevisíveis. Quando você abraça o desconhecido, descobre que a força não está em evitar a batalha, mas em aprender a dançar no meio dela. Permita que essa dança revele novas versões de si mesmo, mais corajosas e compassivas.
Sobre o autor
Maaza Mengiste (nascida em 1973, Addis Abeba) é uma romancista e professora de literatura que ganhou destaque internacional com The Shadow King (2019), obra que explora o papel das mulheres na resistência etíope contra a ocupação italiana. Seu estilo combina narrativa histórica com sensibilidade contemporânea, trazendo à tona vozes silenciadas. Além de escrever, leciona nos Estados Unidos, contribuindo para a difusão da literatura africana.
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