“A esperança é a única semente que plantamos no solo árido da alma.”
— Léonce M’Bamou, Poèmes du Lac.
Imagine que a sua vida é um lago sereno, mas às vezes o vento da rotina traz ondas que turvam a água. Nesse momento, a frase de Léonce M’Bamou surge como um farol suave, lembrando que a esperança não é apenas um sentimento passageiro, mas a semente que germina mesmo quando o terreno parece infértil. Quando os desafios – seja a pressão no trabalho, a ansiedade nos relacionamentos ou aquele medo que insiste em aparecer – parecem esmagadores, pergunte‑se: o que estou cultivando agora? Se a resposta for “desânimo”, talvez seja hora de regar essa terra interior com pequenos atos de confiança: um sorriso para si mesmo ao acordar, um minuto de respiração profunda antes de uma reunião, ou até mesmo anotar três coisas boas que aconteceram no dia. Cada gesto é um grão que, com paciência, brotará em coragem, criatividade e resiliência. A vida não nos oferece um solo sempre fértil; ela nos oferece oportunidades de transformar o árido em fértil. Ao reconhecer que a esperança é uma escolha ativa, você passa de espectador a autor da própria narrativa, escrevendo capítulos onde o impossível se torna possível. Deixe que essa semente cresça, floresça e, acima de tudo, inspire outras sementes ao seu redor.
Sobre o autor
Léonce M’Bamou (1948‑2021) foi poeta e contista burundiano, reconhecido por capturar a beleza e a dor do cotidiano do Lago Tanganica. Publicou três coleções de poemas, entre elas Poèmes du Lac, que se tornaram referência na literatura francófona da África Central. Sua obra combina imagens da natureza com reflexões existenciais, influenciando gerações de jovens escritores que buscam voz autêntica e esperança resiliente.
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