“Melhor nunca significa melhor para todos. Sempre significa pior para alguns.”
— Margaret Atwood, *O Conto da Aia*.
Vivemos numa época em que a promessa de “progresso” aparece em cada manchete, mas será que esse avanço realmente eleva a todos? Quando alguém celebra uma conquista sem perceber quem ficou para trás, o brilho da vitória se apaga. Pense nas situações do dia a dia: aquele colega que recebe uma promoção enquanto você sente que seu esforço não é reconhecido, ou a sociedade que celebra o crescimento econômico enquanto comunidades inteiras enfrentam exclusão. Esses contrastes são o convite para que você questione o que realmente importa. Ao reconhecer que o “melhor” pode ser desigual, você ganha poder de mudar a narrativa. Ao invés de aceitar passivamente as disparidades, escolha agir com empatia, oferecendo apoio, ouvindo quem está à margem e buscando soluções que incluam, e não excluam. Cada gesto de solidariedade transforma o conceito de progresso em algo coletivo, tornando‑se um caminho de crescimento que abraça todos os corações. Permita que essa reflexão acenda uma chama de coragem dentro de você: a coragem de enxergar além do próprio espelho e de construir, passo a passo, um futuro onde o “melhor” realmente signifique bem‑estar para cada pessoa ao seu redor.
Sobre o autor
Margaret Atwood nasceu em 1939, em Ottawa, Canadá. Escritora prolífica, ganhou o Prêmio Booker duas vezes, por *O Conto da Aia* e *Alias Grace*. Seu estilo mistura ficção distópica, realismo mágico e crítica social, abordando temas como gênero, poder e meio ambiente. Além de romances, publica poesia, ensaios e obras para teatro, sendo referência internacional da literatura contemporânea.
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