Los heraldos negros (Os arautos negros)

“Há golpes na vida, tão fortes… que deixam marcas invisíveis no coração.”

— César Alejandro Vallejo Mendoza, Los heraldos negros (Os arautos negros).

A gente costuma acreditar que as feridas só são as que a gente vê no espelho. Mas, como nos lembra Vallejo, há *golpes* que não deixam cicatrizes na pele e, ainda assim, gravam sulcos profundos na nossa alma. Quando o mundo parece pesar demais, lembre‑se de que essas marcas invisíveis são, na verdade, sinais de que você está vivo, que sente e que tem capacidade de se transformar. Cada dor silenciosa pode ser um convite a olhar para dentro, a reconhecer o que ainda não foi dito e a curar, passo a passo, com a ternura que você oferece a si mesmo. Ao aceitar essas feridas como parte da sua história, você ganha o poder de reescrever o futuro, transformando a fragilidade em força e a sombra em luz. Permita‑se sentir, chorar, sorrir – porque é nesse balanço que a vida ganha sentido e você se reconecta com a própria essência, mais forte e mais inteiro.

Sobre o autor

César Vallejo (1892‑1938) foi um poeta e escritor peruano, considerado um dos maiores inovadores da literatura hispano‑americana. Nascido em Santiago de Chuco, sua obra mistura profunda melancolia com experimentalismo linguístico. “Los heraldos negros”, seu primeiro livro de poemas (1919), revela o sofrimento existencial e a busca por sentido. Vallejo viveu na Europa, onde se envolveu com movimentos de vanguarda, mas sempre carregou a dor das injustiças sociais de seu país, transformando‑as em versos que ainda ecoam emoção e resistência.


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