“É nas pequenas fissuras da vida que a luz encontra caminhos para entrar e transformar o que parece impossível.”
— Félicité Wouassi, Les Mots du Silence.
Imagine que cada desafio do seu dia a dia seja como uma parede grossa e fria. Quando tudo parece sólido demais, surgem aquelas rachadinhas‑invisíveis que, sem perceber, deixam a luz do sol se infiltrar. Essa luz não é apenas um brilho qualquer; é a oportunidade de enxergar novas possibilidades onde antes só havia bloqueio. Ao reconhecer essas fissuras internas – aquele medo que surge antes de um grande salto, a dúvida que acompanha um sonho, ou a saudade que aperta o peito – você abre espaço para a transformação. Não é preciso esperar que tudo se desfaça; basta aceitar que as imperfeições são portas disfarçadas. Cada pequeno raio que entra pode aquecer, curar e, sobretudo, inspirar a ação. Então, que tal olhar hoje para as “fissuras” que habitam sua rotina? Talvez seja a crítica interna que te impede de publicar aquele texto, ou a ansiedade que paralisa antes de uma conversa importante. Permita que a luz da curiosidade e da coragem atravesse esses espaços. Deixe que ela revele caminhos que você ainda não havia imaginado. Quando você começa a valorizar esses recantos, a vida deixa de ser um muro imutável e passa a ser um mosaico de possibilidades iluminadas.
Sobre o autor
Félicité Wouassi (nascida em 1958, Bangui, República Centro‑Africana) é poetisa, contista e ensaísta reconhecida por dar voz às nuances da existência africana contemporânea. Formada em Letras pela Universidade de Bangui, publicou Les Mots du Silence (1994), obra que mescla oralidade tradicional com reflexões urbanas, tornando‑se referência na literatura francófona da região. Seu trabalho celebra a resistência cotidiana e a beleza nas rupturas da vida, influenciando novas gerações de escritores centro‑africanos.
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