Discurso sobre o colonialismo

“O colonialismo não é uma missão civilizadora, mas um ato de violência.”

— Aimé Césaire, Discurso sobre o colonialismo.

Quando lemos essa frase, somos puxados para dentro da própria história de nossas pequenas (ou grandes) opressões cotidianas. Talvez seja a cobrança excessiva no trabalho, o medo de errar ou até aquela voz interna que nos diz que não somos suficientes. O que Césaire nos mostra é que, muitas vezes, o que chamamos de “norma” ou “necessidade” pode ser, na verdade, uma forma velada de violência contra nós mesmos. Reconhecer isso é o primeiro passo para romper o ciclo. Imagine que cada expectativa externa seja um peso invisível que carregamos sem perceber. Ao questionar a legitimidade desses pesos, abrimos espaço para a liberdade de escolher o que realmente importa. Permita‑se sentir a coragem de dizer “não” quando algo não ressoa com seu ser. Essa pequena rebeldia interior pode transformar a rotina em um ato de amor‑próprio, e, aos poucos, a vida deixa de ser um campo de batalha e passa a ser um jardim onde você cultiva suas próprias flores.

Sobre o autor

Aimé Césaire (1913‑2008) foi poeta, dramaturgo e político martinicano, um dos fundadores do movimento da Negritude. Seu Discurso sobre o colonialismo (1950) denuncia as atrocidades do imperialismo e clama por dignidade humana. Além de sua militância, Césaire escreveu obras como Cahier d’un retour au pays natal, mesclando arte e política com uma linguagem poderosa que ainda ecoa nas lutas contemporâneas. Seu legado inspira quem busca libertar-se de amarras invisíveis e reivindicar a própria voz.


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