“Devemos ser os artesãos do nosso próprio destino.”
— Jean-Marie Tjibaou, Declaração de 16 de maio de 1988.
Imagine que sua vida é um tecido ainda em construção. Cada escolha, cada pequeno gesto, são fios que você entrelaça, criando o padrão que, amanhã, será a sua história. Quando Tjibaou fala de ser *artesão* do próprio destino, ele nos lembra que não somos meras peças passivas de um cenário já escrito; somos, na verdade, os costureiros que podem mudar a trama a qualquer momento. Na prática, isso significa olhar para os desafios diários – aquela ansiedade que surge ao iniciar um projeto, o medo de errar ao dizer o que sente – como oportunidades de costura. Ao invés de deixar o medo puxar o fio da sua narrativa, segure a agulha da coragem e dê o próximo ponto com intenção. Cada ponto pode parecer pequeno, mas, somados, criam a textura que define quem somos. Então, que tal transformar aquele hábito que você quer mudar em um ponto deliberado? Ou talvez transformar uma relação desgastada em um bordado de compreensão? Lembre-se: o tecido só ganha força quando você, com suas mãos, decide onde reforçar e onde deixar o fio respirar. Seja gentil consigo mesmo, reconheça os nós que ainda precisam ser desfeitos e celebre cada ponto bem dado. O futuro está à sua espera, pronto para ser bordado com a sua autenticidade.
Sobre o autor
Jean-Marie Tjibaou (1935‑1989) foi um líder político e intelectual kanak da Nova Caledônia, conhecido por sua luta pela autodeterminação e pela valorização da cultura indígena. Formado em antropologia, ele fundou o *Institut de Recherche sur les Cultures d’Océanie* e promoveu o diálogo entre tradição e modernidade. Sua visão de autonomia e identidade cultural influenciou gerações, tornando‑o uma figura emblemática na literatura de resistência e na construção de um futuro mais justo para seu povo.
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