“A língua é o espelho da alma.”
— Andrés Bello, Gramática de la lengua castellana destinada al uso de los americanos.
Quando nos deparamos com a própria voz interior, percebemos que as palavras que escolhemos revelam quem realmente somos. Se a língua é o espelho da alma, então cada frase que pronunciamos reflete nossos medos, sonhos e valores. Na correria do dia a dia, muitas vezes usamos o discurso automático para fugir de nós mesmos. Olhe para o que diz ao se olhar no espelho da linguagem: há coragem nas palavras que admitem vulnerabilidade e há poder nas que proclamam ação. Permita‑se conversar consigo de forma gentil, reconhecendo as imperfeições e celebrando os progressos. Ao transformar o modo de falar, você transforma a forma de viver – porque a realidade começa a mudar quando o diálogo interno se torna mais autêntico e compassivo. Que hoje você escolha palavras que construam pontes entre o que sente e o que deseja ser, e descubra que, ao mudar o discurso, muda‑se também o destino.
Sobre o autor
Andrés Bello (1781‑1865), nascido em Caracas, foi jurista, filólogo e educador. Formou‑se na Universidade de Salamanca e dedicou‑se à codificação das leis latino‑americanas, à criação de instituições de ensino e à elaboração da Gramática de la lengua castellana (1847), marco na padronização do espanhol nas Américas. Sua obra combina rigor intelectual com profunda sensibilidade humanista, influenciando gerações de pensadores e escritores.
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