“A colonização não é um ato de civilização, mas de destruição.”
— Aimé Césaire, Discurso sobre o colonialismo.
Quando pensamos em colonização, a primeira imagem que surge são terras distantes, mas o verdadeiro colonialismo acontece dentro de nós. Cada vez que aceitamos rótulos limitantes, auto‑impondo fronteiras invisíveis, alimentamos a mesma lógica de dominação. É hora de reconhecer esses “exércitos internos” – medo, dúvida, comparação – e recusar a sua autoridade. Ao fazer isso, transformamos o campo da mente num espaço livre, onde a criatividade floresce como uma selva tropical que se recusa a ser podada. Cada escolha consciente de se libertar desses padrões é um ato de resistência que reconstrói nossa identidade, permitindo que vivamos de forma autêntica e plena.
Sobre o autor
Aimé Césaire (1913‑2008) foi um poeta, dramaturgo e político martinicano, um dos fundadores do movimento da Negritude, que celebrou a cultura negra e denunciou o racismo colonial. Sua obra combina lírica poderosa e crítica social, influenciando gerações ao redor do mundo. Além de escrever, foi deputado e prefeito de Fort-de‑France, sempre lutando por justiça e dignidade para os povos oprimidos.
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